sexta-feira, 5 de junho de 2020

Anexo 4 - Sem Notas

No rádio toca sem parar
Um samba amordaçado
Pelo silencio de Deus,
E dos veículos de transmissão
Na intoxicação gerada
Pelas cartas de amor
Jogadas ao mar.
Em garrafas plásticas.

Cantava mais esperança
Do que medo:
Soltava seus lamentos.

Se era erudito
Se era audito
Se era maldito

Problema de quem
Canta essas canções
Sem emitir um pio.
Canto de estar atormentado!!!

O fogo que queima
Em duas mão geladas
Demonstrando medo
se desmonta em medo.

Voz que clama,
Fazendo asiprações.
Voz que chama,
Freando corações.
Voz que ama,
Figurando central.
Voz que ousa crer
Fazendo-se inalcançável.

A melodia se repete toda
O mote segue a noite
As histórias recomeçam
Os ecos repetem nota por nota.

As veias da cidade
Entupidas de carros,
Leitos de leites derramados.
O dia torna nascer,
A muito custo cansa.
Causa impressões passadas
Sem direção.

Seu desejo de tudo.
A sua imagem aberta.
Seu desejo mudo.
As flores do forno.

Pétala por pétala.
A voz perde a a cor,
A cidade perde suas estações
As cores perdem o silencio...
Silencio...

domingo, 31 de maio de 2020

reciclos

Saímos.
Fomos.
Voltamos.
Entramos.



Mas onde é que estamos?

sábado, 30 de maio de 2020

Barato pra caramba

...Vendo uma nova
Realidade;
Isenta de conflitos
Isenta de verdade...

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Que tem o se?

Fosse um cara diferente,
Do bem de estar
Por causa das lembranças
Em casa enquanto
As paralelas se viram

Fresco e à vontade
Por ser do contra.
Mas, e mais sempre
Em maus lençóis.
O desgastante 
Modo de se vestir,
Pior ainda o jeito
De expor uma ideia mínima.

Notas de dois mil e vinte
Para comprar o que
Ninguém quer vender
Rodapés trancados na gaveta
Da sala de ser.

De uma vontade 
De estar em cada volta 
Em que a nossa cara 
É diferente do bem como é.

Ou menos assim, 
Uma coisa nem legal
E nem moral..

Coisa de apodrecer o dia 
Partido em cada palavra.
Alguma coisa que
Não engana
Nem deixa voltar ao normal