terça-feira, 13 de agosto de 2013

Por caos, há de quê?

O "cows de Dalí",
Um causo do Geraldinho,
Um caos: o transito
O que causa o stress

Causa o fim: caos
Um início: caos
Causo encerrado

Causa...

Cows...

Por Caos...

Há de quê?...







Bem vindo ao hospício!
Morfossinta-se bem...


Google Imagens

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lixo Baseado em Carbono

profetas dirão que é apocalipse...
mais um projeto patético:
lixo baseado em carbono.
essa mancha apenas
nos olhos da webcam,
ou uma falha de uns
ouvidos castigados,
acreditando que fosse
apenas celebração
estática: ruído branco
ondas de rádio
de uma cidade qualquer,
sem sombras a vagar
pelo chumbo cinza das ruas
pelo silencio das palavras
de fora do ultimo dicionário.

desde cedo, crianças
passam ambulantes;
foram rabiscar os avisos
que regram vidas
talvez uma; talvez cem;
poluíam o cimento
misturado com madeirite
de camas feitas de falsas
promessas de violações reais.
não houve sequer
medida provisória
pra impedir o avanço
delas, beijadas por paredes
rebocadas de barro e tiros.

nos blocos de liga de carbono
havia o concreto armado
com bombas de gás
pimenta calabresa;
uma liberava o odor
do pavoroso medo,
a luta dos covardes.
outra apenas deixava escorrer
o líquido do atrito
mecânico de duas massas,
num quarto sujo, escuro
no centro da cidade.
e depois o silencio
ofegante, entre fumos
e incensos,
sem senso de nada,
apenas ouvia-se
outra vez um ruido,
cinza de uma TV:
defeitos de fabricação.





segunda-feira, 22 de julho de 2013

Abaixo da Lua

Uma grande moeda
despontou no céu
esta noite;

Fosse o que fosse,
pensava que eram olhares
desses que sempre reprovam.

Mas não, e de novo
em desatino certo a
medalha nasceu ouro
e se tornou prata.

Em pânico, imaginou
o brilho de sorriso
alguma alma viva
que passasse na rua.

Marchava lentamente:
Contemplando avenidas repletas
de incensos, insônias,
e de luzes que enchiam a cidade.

Não era neon,
nem o arranho-samba
que um mendigo
dedilhava em cordas vocais,

No último flash de luz, via-se
um mero piscar de seus olhos
desses que sempre consolam,

E quando o poeta caiu em si
arranhou o rosto com uma valsa.
o sol despontava.
acabando com seu delírio de luas...








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sexta-feira, 5 de julho de 2013

#ZeroCinco

entre a obrigação
de dissecar
as palavras
e descobrir
meu corpo
nessa fria cidade

vou me dividindo
entre as vagas
no estacionamento
das ideias

assim que os poetas
deixaram a cidade
nada de mim
também restará

o dissidente verbal
apenas um verso?

passou-se o tempo de saber...


entre...