profetas dirão que é apocalipse...
mais um projeto patético:
lixo baseado em carbono.
essa mancha apenas
nos olhos da webcam,
ou uma falha de uns
ouvidos castigados,
acreditando que fosse
apenas celebração
estática: ruído branco
ondas de rádio
de uma cidade qualquer,
sem sombras a vagar
pelo chumbo cinza das ruas
pelo silencio das palavras
de fora do ultimo dicionário.
desde cedo, crianças
passam ambulantes;
foram rabiscar os avisos
que regram vidas
talvez uma; talvez cem;
poluíam o cimento
misturado com madeirite
de camas feitas de falsas
promessas de violações reais.
não houve sequer
medida provisória
pra impedir o avanço
delas, beijadas por paredes
rebocadas de barro e tiros.
nos blocos de liga de carbono
havia o concreto armado
com bombas de gás
pimenta calabresa;
uma liberava o odor
do pavoroso medo,
a luta dos covardes.
outra apenas deixava escorrer
o líquido do atrito
mecânico de duas massas,
num quarto sujo, escuro
no centro da cidade.
e depois o silencio
ofegante, entre fumos
e incensos,
sem senso de nada,
apenas ouvia-se
outra vez um ruido,
cinza de uma TV:
defeitos de fabricação.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Abaixo da Lua
Uma grande moeda
despontou no céu
esta noite;
Fosse o que fosse,
pensava que eram olhares
desses que sempre reprovam.
Mas não, e de novo
em desatino certo a
medalha nasceu ouro
e se tornou prata.
Em pânico, imaginou
o brilho de sorriso
alguma alma viva
que passasse na rua.
Marchava lentamente:
Contemplando avenidas repletas
de incensos, insônias,
e de luzes que enchiam a cidade.
Não era neon,
nem o arranho-samba
que um mendigo
dedilhava em cordas vocais,
No último flash de luz, via-se
um mero piscar de seus olhos
desses que sempre consolam,
E quando o poeta caiu em si
arranhou o rosto com uma valsa.
o sol despontava.
acabando com seu delírio de luas...
Mas não, e de novo
em desatino certo a
medalha nasceu ouro
e se tornou prata.
Em pânico, imaginou
o brilho de sorriso
alguma alma viva
que passasse na rua.
Marchava lentamente:
Contemplando avenidas repletas
de incensos, insônias,
e de luzes que enchiam a cidade.
Não era neon,
nem o arranho-samba
que um mendigo
dedilhava em cordas vocais,
No último flash de luz, via-se
um mero piscar de seus olhos
desses que sempre consolam,
E quando o poeta caiu em si
arranhou o rosto com uma valsa.
o sol despontava.
acabando com seu delírio de luas...
Alta-Vila - BH - Google
sexta-feira, 5 de julho de 2013
#ZeroCinco
entre a obrigação
de dissecar
as palavras
e descobrir
meu corpo
nessa fria cidade
vou me dividindo
entre as vagas
no estacionamento
das ideias
assim que os poetas
deixaram a cidade
nada de mim
também restará
o dissidente verbal
apenas um verso?
passou-se o tempo de saber...
entre...
de dissecar
as palavras
e descobrir
meu corpo
nessa fria cidade
vou me dividindo
entre as vagas
no estacionamento
das ideias
assim que os poetas
deixaram a cidade
nada de mim
também restará
o dissidente verbal
passou-se o tempo de saber...
entre...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
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