sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Camila

O escuro se torna clarão.
O caminho fácil
Apoiado em duas mãos
No bolso uns trocados.
Será que este mundo
Ainda vale a pena
Ser comprado?

Desde que seja você
E o mundo terá paz.
Desde que esteja com você.
Todo resto tanto faz.

O amor bate
Na veia torta
Natuteza morta
Retratos distantes

Não se decreve o haver
Ou pensar,
Só sente se sentir.

Posso não ser bom
Em alcançar o céu
ou segurar o sol
Eu nem posso parar o tempo
Mas sei pegar sua mão

E a vida canta
A tristeza dança 
Em quatro,
Cinco dimensões
Nossa mão,
Nossa boca,
Nosso ar,
Uma imagem
Nosso coração.

Dez mil megatons
E o peito,
Este não tem jeito.
Explode desejo
Angústias, teus beijos
Suaves toques e aromas.

Línguas que consumam
Na fala e no ato,
Palavras e ruídos
Do amor.

Desde que seja a gente
Seguindo mesma direção
A vida vale a pena,
Qualquer pena
Que escreva a história
Do nosso grande amor...

domingo, 15 de agosto de 2021

Tempos em tempos

Eu bebi o amanhã
E não houve o hoje.
E se ontem nunca
Estivesse presente?

Em matéria de tempos
Encerro a primeira metade
Querendo correr.
Na outra corro sem querer,

Mas nunca chegar.
Um tempo que não adianta
Correr qualquer temporal,

É o tempo que fecha 
Em minha boca aberta
Um sorriso de cristal.



quarta-feira, 23 de junho de 2021

o tempo das coisas e palavras

Diga alguma coisa alguma,
Sem sentido
Ou direção
Algum significado.
O peso das palavras
São plumas ao toque dos ventos.
O que é o tempo?
Cavalo de fogo voraz,
Que em seu galope
Consome e consuma
As coisas e as palavras
Das coisas
Normais e doidas
Que o vento leva.
No fim restará coisa alguma?
Algum motivo,
Alguma sobra,
Coisa simplesmente?
Sim, a mente, mestre
Em sentir e dar sentido
Às coisas, causas e casos.
Na maresia 
Do tempo emblema
Por tempos
O que a mente
Normalmente traduz.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Como antes?

Já disseram, e eu mesmo sei:
"Nada será como antes"
O mundo como está,
Opressores operantes
O amor tão distante.
Na melhor das hipóteses
Estaremos e seremos
Ilustres estranhos
Passivos rasantes
Diante dos fatos
Realmente relevantes?

Até disseram, mas eu já não sei.
Se nada será como antes,
Nesse mundo como está?
Nas cidades suplicantes?
É o amor que anda distante?
Na pior das hipóteses
Ilustraremos ao menos
Os estranhos que fomos antes?
Passivos passantes
Diante dos sentimentos
Realmente relevantes?

O que será de nós?
Seremos metade do que fomos
Diante do amor tão distante?

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03/07/2019