Aquela inscrição na parede
teve razão ao dizer:
"Você não vale nada."
Mas ficou gravado,
embora temporariamente.
Nem certas mães poderiam
rogar maior praga:
que persiga dia e noite dia.
Enquanto surge à mente:
ainda bem que mães não
são eternas;
Por que eternas,
tais pragas persistem;
e o martírio segue...
Firme, forte
no atropelo
do meu caminho...
quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Eu-mente...
Agora chove
e azar da enchente
de pensamentos
Apenas no decorrer
das coisas do quarto.
O quarto e só ele
como universo.
Dois cães imundos
brigam na calçada.
Pra onde sair?
Se aqui há violação
na telinha 3-D.
Melhor seria
não haver nada
do lado de fora.
Sol, chuva, luas,
ruas e avenidas:
somente eu!
Tudo eu!
Google eu!
Mundo eu!
Nada meu!
e azar da enchente
de pensamentos
Apenas no decorrer
das coisas do quarto.
O quarto e só ele
como universo.
Dois cães imundos
brigam na calçada.
Pra onde sair?
Se aqui há violação
na telinha 3-D.
Melhor seria
não haver nada
do lado de fora.
Sol, chuva, luas,
ruas e avenidas:
somente eu!
Tudo eu!
Google eu!
Mundo eu!
Nada meu!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Véspera de Natal...
Enquanto
calmamente
Dentro de casa a
luta
Era contra a maldita
Rolha do vinho de
1,99
Lá fora uma
orquestra
De buzinas e
sirenes preenchia
O ar cada vez
mais rarefeito
Daquela
cidadezinha
Que corria sempre
Às liquidaçoes de
ultima hora,
O natal batendo às portas,
Presentes embrulhados, e
O bom velhinho na calçada
Sobressaia à sinfonia
Com
sua gaitinha
Surrada apenas
pra quem
Ousasse sentir-lhe
o odor
Das roupas
surradas pela vida
Por uns trocados,
afinal,
“sou filho também”
Diz entre uma
nota e outra.
Lá dentro do
abrigo suburbano
A história era
outra,
Compartilha-se
apenas
Um sentimento de
não sei
Enlatado na
garganta,
E nem a maior das
doses ajudaria
A descer,
quadrangular que fosse
A felicidade de
viver preso
Apenas assistindo
pelo LCD
A dança dos
carros pela rua...
Amazonas com Contorno - BHz - Google
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Penalidade mínima
perdera o penal...
sua vida ali,
cara a cara e o peso da mão
em suas costas...
Nem mesmo o craque que
era, fruto de uma sociedade
socialmente vulnerável,
sabia que o momento era aquele
e que seria mais uma vez exposto
ao ridículo de um rodapé.
sua vida ali,
cara a cara e o peso da mão
em suas costas...
Nem mesmo o craque que
era, fruto de uma sociedade
socialmente vulnerável,
sabia que o momento era aquele
e que seria mais uma vez exposto
ao ridículo de um rodapé.
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