sexta-feira, 6 de maio de 2016

Luisa

De repente aquele sorriso era meu.
Sem mais, era todo meu,
no meio das cores cinzas
do progresso das cidades,
me aparece tua alma, assim, branda.

De repente aquela voz era minha.
Veio assim entre ruídos,
e carros, e pedestres,
e as sirenes alucinadas,
Por trás dos óculos havia calma,

De repente, disse uma vez  o poeta:
Fez-se presente a distante,
E de contente o sozinho.
Rigor e acaso discutem
possibilidades e padrões na esquina.

Mas foi só. Depois do de repente.
logo ausência, logo suspiro,
logo óculos escuros.
Tão logo o rigor vence,
O progresso da cidade, de novo, chama.

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